Pré-Seleção Khan El Khalili #2: a preparação

postado em: Vida Dançante | 7

 

“Não posso, tenho ensaio!” Essa foi a frase que mais definiu a minha rotina de preparação para a banca da pré-seleção. Para quem não sabe do que estou falando, na semana passada eu publiquei um texto contando como acontece a processo de pré-seleção da casa de chá Khan El Khalili. Se você ainda não leu, é só clicar aqui! 

 

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Simulando riqueza – foto: Jay Andreotti

 

No post anterior eu tinha ficado devendo um texto contando como foi a minha preparação para a segunda fase da pré, certo? Pois bem, aqui está! A rotina foi intensa, cheia de desafios e aprendizados, e posso dizer que me acrescentou muito como bailarina e como pessoa também. Antes de tudo, vamos esclarecer: não existe magia nenhuma para você “se transformar” como bailarina. Vejo muita gente falando que o processo faz você evoluir demais, o que não é mentira, mas falta um pequeno grande detalhe aí: tudo depende de você. Não é da professora particular, ou do público, ou da banca; quem decide encarar a pré-seleção como um estímulo para o crescimento e se dedicar bastante aos estudos é você. Só depende daquela receitinha mágica e nada secreta: dedicação + disciplina.

 

Ensaio, ensaio, ensaio… E mais ensaio!

 

Eu decidi que, se haveria algo de muito precioso que eu iria tirar desse processo, sem dúvidas seria a minha própria evolução como artista. Tenho o privilégio de poder ter ao meu lado professoras maravilhosas (Mahira e Mahaila, meus amores!) que sempre estão me orientando com muito amor e cuidado, além de serem grandes inspirações. <3 Além disso, não posso deixar de citar que tive a ajuda de algumas amigas que puderam dividir comigo as experiências delas na banca e me dar algumas dicas.

 

Agora, depois de lições de moral (quem sou eu na fila da balada pra isso, né? acorda, Rayara! hahaha, desculpem, estou reflexiva hoje!) e dos agradecimentos (sempre <3), vamos ao que realmente importante: como eu estudei?

 

Aulas regulares: não deixei de frequentar minhas duas turmas regulares de dança do ventre. Procurei sempre que possível agregar a matéria da aula às rotinas de ensaios para banca, e, para a minha felicidade, muitos temas passados em aulas foram super proveitosos. Em casa eu revisava a matéria da sala e procurava sempre criar algo em cima daquilo!

Aulas particulares: pude também fazer algumas aulas particulares que foram muito importantes na hora de orientar os meus ensaios, além das avaliações, que sempre são importantes nesse momento.

Grupo de estudo: fiz pouco, gostaria de ter feito mais… Eu realmente adoro estudar em grupo, acho muito estimulante a troca que acontece entre as bailarinas. Recomendo demais!

Estudar música clássica: estudei bastante música! Foi muito, muito bom para apurar o ouvido e melhorar a leitura musical. Separei um caderninho e aproveito o tempo no metrô ou antes das aulas para ouvir uma música e ir definindo quais ritmos e instrumentos aparecem em cada momento.

Improvisos filmados: sempre, em todos os ensaios, filmo todas as músicas que danço, sempre improvisando. Depois, no ensaio seguinte, assisto a dança e anoto todos os pontos que quero corrigir para montar o treino do dia em cima deles.

Testar possibilidades para músicas clássicas: o que usar se tocar uma rumba? Ou o que fica melhor se tocar um taksim de nay? Procurei estudar todas as possibilidades mais comuns quee poderiam aparecer numa rotina clássica, incluindo folclores.

Estudar entradas e finalizações: definitivamente são dois momentos muito importantes da música. Nada como estar segura em ambos, certo? Enquanto procuro deixar para a finalização um crescimento de energia, estou tentando entrar em cena cada vez mais tranquila. Se eu não fizer isso, provavelmente duas coisas vão acontecer: 1) vou dar um susto no público; 2) na metade da música, já vou estar super cansada. Ou seja, só vi vantagens em entrar tranquila.

 

Entrando tranquilinha | bailarina do gif: Aida Bogomolova

 

Claro, dentro dessas possibilidades, existem várias outras, com os exercícios que tive acesso durante as aulas. Para o estudo render, foi fundamental estabelecer horários e dias fixos para os ensaios, planejar previamente o que seria estudado e registrar as impressões e conclusões durante os ensaios, tanto no papel (fiz uma espécie de diário de ensaios) quanto no vídeo (filmei bastante coisa).

Todas essas rotinas eu pretendo manter mesmo depois da banca, até porque deu super certo! Sinto a evolução e isso dá aquele gás para continuar o trabalho. Agora, com pouquíssimos dias antes de me apresentar na Khan El Khalili (já é domingo, dia 18), o importante é relaxar, estar segura e buscar inspiração para fazer uma apresentação primorosa, autêntica e feliz! No próximo post eu já venho contar como foi passar pela experiência da banca de avaliação. Até a próxima semana!

 

Tchau, vou ali ensaiar

 

7 Respostas

  1. Parabéns Rayara!!!
    Vou estar aqui na torcida!!! Tenho certeza que vc vai arrasar! Bjokas!

  2. Parabéns pelo texto Rayara, ameii!!! :)

  3. Belo texto! Muito bom dividir as dicas. É um processo longo e cheio de detalhes, e de fato enriquecedor a quem se dedica a tirar o máximo proveito dele. Boa Sorte e muito sucesso na sua banca!! Bjs

    • Com certeza, Kelly… Já estou muito feliz com o crescimento que tenho sentido durante esse processo. Descobri muito sobre mim, e isso me dá mais ânimo para continuar sempre. Obrigada pela comentário e pelo carinho! Bjs!!

  4. Interessantíssimo!!

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